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08 – A Essencial Liberdade

08

É só dar o play!

Olá indivíduo!
Sejam bem-vindos ao Podcast Café Libertino!

Este é o podcast da página Engenheiros Libertários. Hoje, tratando sobre o tema “A Essencial Liberdade”.

Neste episódio, Pedro Moutinho reflete sobre a liberdade e responsabilidade para brincarmos com o nosso boneco do Iron Man sem que nenhum outro fator externo interfira na nossa diversão, tudo isso ao som de Bob Marley… E… E… Ééé… Esqueci. Enfim, ouça!

E você, tem algo mais a adicionar? Mande um e-mail ou deixe o seu comentário! Espero que gostem!

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02 – Liberdade, um fetiche

02

É só dar o play!

Olá indivíduo!
Sejam bem-vindos ao Podcast Café Libertino!

Este é o episódio 02 da série de podcasts da página Engenheiros Libertários. Hoje, tratando sobre o tema “Liberade, um fetiche”.

Neste episódio, Renato Arléo discorre acerca da gourmetização da liberdade na sociedade contemporânea, seus amigos, inimigos, tiranos, amantes e concubinas.

Espero que gostem!

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Liberdade, um fetiche

            Há muito, na história da humanidade, a liberdade vem sendo bradada como baluarte-mor de diversos movimentos. Alguns, contraditoriamente, cerceiam-na em suas pautas, tal qual uma ironia ambulante, acabam por limitá-la e restringi-la mais que qualquer outra coisa… A causa disto é o histórico mundial de distorção ideológica quanto ao seu conceito. O fato é que, em essência, a liberdade é abstrata. A definição, por sí, já rotula algo que é, também, infinito em essência. Tal qual um Deus que não podemos ver com os nossos olhos, mas podemos ter fé e sentir seus efeitos. Tal qual um perfume de uma flor, indescritível, tal qual uma leve brisa que vem abrandar o nosso mundo, a liberdade existe e, dela, só bebemos uma gota até hoje. Para alguns isto é o suficiente. Em linguagem poética e figurada – talvez só assim podemos entender melhor a liberdade – a distorção se traduz em medir um todo por uma pequena parcela. É dizer que o iceberg se restringe à ponta dele e concluir que nada mais existe além d’água. Assim é a liberdade no mundo moderno.

            Milton Friedman já alertava que a liberdade é algo que todos dizem gostar, mas só poucos a defendem com sinceridade. Alguns pensam defendê-la, mas, tal qual crianças ingênuas – inebriados por ideologias – fecham os olhos para as verdadeiras consequências de suas atitudes, destoam o conceito de liberdade e acreditam firmemente que a verdadeira liberdade é como retirar um pássaro do ar para prendê-lo em uma gaiola… Depois, quem sabe, a gaiola milagrosamente deixará de existir e o ser humano será salvo de sí mesmo. Extremamente ultrapassada, tal definição de liberdade nem cabe ser explorada por aqui, uma vez que a mesma só existe na cabeça de quem mente para o espelho diariamente e teima em não analisar as milhares de provas que contradizem sua ideologia. Enganados, há de se ter compaixão com este povo… Afinal, “eles não sabem o que fazem.”

            A verdade é que cada um de nós tem um tirano dentro de sí. Alguns o alimentam mais, outros menos. Este, talvez, deva ser o primeiro passo para conscientizar-se à cerca da liberdade. Rothbard nos entregou esta máxima, uma pérola entendida por uma minoria. A partir do momento em que eu, o indivíduo, acho que estou certo e o outro errado, é o tirano quem fala. Óbvio que, conceitualmente, há práticas “certas” e “erradas” socialmente falando, mas previamente estabelecidas por alguma ordem de pensamento considerada maior democraticamente ou não. Há sim inegáveis atitudes com consequências destrutivas, sofridas e ruins… Mas tudo é regido pela a consciência individual e faz parte de uma coisa chamada “aprendizado”. Cada indivíduo é intrinsecamente responsável pelos seus atos, mesmo sem consciência dos mesmos. E privar o indivíduo de aprender é privá-lo do objetivo de sua existência… É privar de andar com suas próprias pernas.

Famosa marcha da tirania
Famosa marcha da tirania

            Na medida em que acreditamos que o outro deve agir de acordo com nossos preceitos, é o tirano falando. Na medida em que impomos isto, seja por um meio privado ou por uma máquina estatal, somos o tirano. Basicamente, o Estado se resume a alguém que pensa o que é melhor para você mais do que você mesmo. Isto é perigoso… Invariavelmente, partidos bradam a liberdade e fazem dela moeda de troca. O fato de um político ou sindicalista falar sobre a liberdade já é um paradoxo quando comparado com o “iceberg” por completo… Mas quando o mesmo político – veja que já retiramos o sindicalista de questão – defende com sinceridade a liberdade e encontra o meio certo para aplicá-la, este – geralmente libertário ou liberal – pode ser de grande serventia para a sociedade… Uma vez que um pão para quem está morrendo de fome pode ser o suficiente. Mesmo sendo, interiormente, um tirano. Vejamos que isto não é ruim por natureza, é “apenas a natureza“. Quanto mais reprimirmos o tirano dentro de nós, pior… O melhor a fazer é abraçá-lo e compreendê-lo: É só um reflexo da carência do ser.

            A liberdade e o indivíduo são totalmente compatíveis. Não há outro ser no mundo que possa conscientizar o ser humano que não seja o próprio ser humano… Isto parece óbvio e redundante, mas na prática alguns se esquecem que a individualidade é o fator principal, tal qual uma centelha, para o realizar da liberdade. O motivo? O tirano interior de cada um é mentiroso. Na realidade, ele só sabe mentir. Se vestindo de libertador e agindo como um ditador, ele grita “liberdade” mas inclui “igualdade” na mesma frase, tão imissíveis… E ainda por cima quer forçar a “fraternidade”, geralmente por um meio político, quando a mesma deveria ser conscientizada e voluntária. Não se assuste se a esta altura do texto já houver uma identificação sua ou com algum conhecido… Em solo nacional, estas antíteses ambulantes vivem mostrando as caras. Enfim, todo o tirano é um ser sedendo por imediatismo. Pobre coitado, necessita de atenção. Ele, tão coletivista as vezes, é o nosso vendedor da liberdade. As vezes para realizar a manutenção da miséria e vender uma proposta de esperança de quatro em quatro anos, as vezes pintando uma sinceridade em seus objetivos, mas vacilando nos meios… É tão feio e imoral quanto um comunista que sobrevive com a venda de camisas do Che Guevara… Ele é o fetichista. Ele é a criança gritando no meio do supermercado.

Típico fetiche pseudo-intelectual
Típico fetiche pseudo-intelectual

            Portanto, é um possível problema quando o mesmo encontra meios para impor seus pensamentos. Por carência, nenhum tirano gosta de se sentir vulnerável, então o primeiro passo geralmente é negar o “combate de idéias“, ou dialética, e partir para a defesa prévia das contradições, que não são poucas. Quando este se encontra em algum sistema privado, mesmo podendo ser julgado por todos, ainda há o poder de escolha do consumidor… Mas, e quando não há? E quando o que temos é uma arma apontada para a cabeça? Ou um contrato social que nunca assinamos? E quando as imposições são tão inevitáveis quanto o ar que respiramos? Tiranos um dia se reuniram e resolveram estabelecer uma ordem social… Levantando qual bandeira? A liberdade. Coerção ao indivíduo em nome da contradição ideológica, pintamos assim o veneno de remédio e o vendemos para o consumidor… Pagando muito caro por isto.

            Liberdade, algo tão incompreensível e restrito, é um luxo que não temos. Quase um fetiche sexual, combustível de devaneios… Os mesmos que levantam sua bandeira não aguentariam um gole dela, pois bebem menos de uma gota da mesma acreditando ser o mar. O mundo destes ruiria caso se encontrassem com a verdadeira liberdade. Liberdade, mesmo com tantos inimigos, é amiga de todos. Com tanta falta de reconhecimento… Um objetivo infinito, tal qual o horizonte beira sobre nós… E que longa estrada temos pela frente! Aqui deixo o meu brado, abraço o meu tirano e me retiro para uma outra vez. Liberdade, um fetiche, que sua imagem seja destruída e, não mais apenas em imagem, possamos sentir a brisa de sua realidade.

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