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Marina Silva, a Solução. (Post Especial)

Apesar de ser uma figura controversa, Marina Silva é a candidata ideal – em termos pragmáticos – para o Brasil em 2018. Para Mises, em seu trabalho ‘Liberalismo Segundo a Tradição Clássica’, o liberal preza, antes de tudo, pela paz e pela ordem social. Sem a existência destes dois requisitos, o desenvolvimento social e institucional é insustentável e impossível. Não há como produzir riquezas em uma nação que constantemente é interrompida por conflitos civis e guerras ideológicas.

O Brasil atual, vive em um cenário político lastimável, onde os representantes da direita conservadora e os da esquerda socialista ameaçam aumentar ainda mais o tamanho do Leviatã – que já é enorme – para consolidar seus respectivos projetos de poder (e não de futuro). Afirmam estes que só mais intervencionismo poderá solucionar problemas que o próprio intervencionismo passado gerou. Os da direita conservadora são ainda mais perigosos, pois pessoas como o Bolsonaro, a fim de atenderem uma “fatia do mercado” político que se torna cada vez mais aberto às ideias liberais, adotam um discurso de livre-mercado e defesa da iniciativa privada, quando na verdade, suas políticas anteriores e atuais mostram justamente o contrário. Oportunismo é a palavra certa que definem estes estatistas que chegaram a enganar até mesmo libertários como Paulo Kogos.

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Diante de todos estes perigos à liberdade, a página Engenheiros Libertários, em decisão comum, decidiu abertamente apoiar Marina Silva em sua candidatura para 2018, pois acreditamos que ela é a única possível para idealizar um Brasil mais aberto, livre e pragmático.

Marina Silva representa uma nova forma de governar. Ela não governa com apaniguados e nem sob influência de indicações políticas. Sua proposta de governo pretende ouvir o lado bom de cada administração a fim de contornar a crise e dirimir os efeitos nefastos das políticas anteriores. Não é a toa que o jornal britânico The Guardian elegeu Marina Silva como uma das 50 personalidades capazes de salvar o planeta. Em seus discursos, Marina Silva defendeu que o eleitor é o real agente político que governa, em outras palavras, trata-se de uma candidata mais aberta ao próprio conceito de individualismo.

Por fim, se você tivesse que escolher entre ser governado por Hitler, ou por Satã, a resposta seria óbvia para todos nós. Por isso defendemos Marina em 2018! O Brasil libertário precisa dela!

Ah, claro, feliz 1º de Abril.

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Eng. Libertários em entrevista ao Portal G1.

Na última semana, Renato Arléo, um dos fundadores da página Engenheiros Libertários, foi procurado pela equipe do G1, para se posicionar sobre o atual momento político/econômico do país, e seu posicionamento sobre as manifestações que iriam ocorrer no Domingo, dia 16/08.

Além de algumas perguntas feitas por telefone, a equipe enviou por e-mail 3 perguntas que em nossa avaliação poderiam ser muito mais profundas e exploradas do que normalmente vemos em veículos de mídia tradicional, onde de fato a celeridade e agilidade em comunicar informações são muito mais importantes do que uma análise mais profunda de qualquer tema. Renato foi retratado em uma matéria onde mostraram diferentes pessoas e o que pensavam sobre as manifestações.

Imagem retirada do site http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/rostos-e-frases-das-manifestacoes.html
Imagem retirada do site http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/rostos-e-frases-das-manifestacoes.html

Claro que, entusiasmados como somos quando o assunto é política e economia, e aproveitando que criamos está página com o intuito de realizar uma abordagem de fato mais profunda sobre todo e qualquer tema, encaramos as perguntas como um desafio pessoal. Abaixo compilamos não só as perguntas, mas as respostas elaboradas e enviadas para o G1. Vale a leitura!

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Farol da Barra, Salvador, Bahia, 16/08/2015
  • Entrevista:

G1: É O SEU PRIMEIRO PROTESTO?

RA – Fui em todos os protestos contra o PT.

G1: POR QUE VOCÊ PROTESTA?

RA – Eu, pessoalmente, protesto com o olhar bem mais à frente que somente o “impeachment” da presidenta ou qualquer outra atividade imediatista. De fato, é necessário mudar o que está aí e não me atenho só contra o PT, ele seria só o começo de uma moralização e conscientização política em solo nacional. A “queda” dele pode ser princípio de uma mudança maior e, ainda assim, desconfio que mais adiante o PT apareça com propostas vitimistas quanto a este movimento. Domingo concordo e luto pelas propostas anti-corrupção, pró-impeachment, anti-PT e algumas outras como ser publicamente contra o Foro de São Paulo, que é uma fábrica de ditaduras latino-americanas na qual o PT e muitos outros partidos estão alinhados… Historicamente, inclusive alguns políticos do PSDB. Seguem a “Estratégia da Tesoura” proposta por Lênin, aonde se resume a uma falsa competição partidária que se difere apenas no grau de aplicação do socialismo (“socialismo fabiano” ou não). Basicamente, não existe oposição no Brasil, então nós temos que ser a verdadeira oposição. Mostrar que o Brasil deve estar acima de uma ideologia, seja de esquerda ou de direita, no fim das contas. Afinal, não é exclusividade partidária o monopólio de “ter voz” e de discordar.

A solução do problema do país não é a troca de uma pessoa no governo. Obviamente a “troca” sanaria patologias, como esperamos, mas não será um milagre. Não é a troca do chefe do executivo, nem a do legislativo, nem a do judiciário. Em minha opinião pessoal, é mais cultural que isto. O grande problema é que o conceito de dividir o poder em três foi totalmente denegrido no Brasil. Hoje, temos uma atuação de um partido que através de um tráfico de influência – e inclusive de capital – passa a ter autonomia sobre os três poderes, acima do bem e do mal, maquinando estruturas políticas. Quando concentramos estes três poderes nas mãos de um único grupo, deixamos de ter uma sociedade que provê aos indivíduos e cidadãos a liberdade e condições para ter uma vida honesta. E este impacto todo na economia vem principalmente deste fato: a livre manipulação política e econômica a favor de um grupo e de uma ideologia. E quando um grupo abusa da autoridade, por não ter preparo e posterior competência, o certo é ele sofrer as consequências.

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Livre mercado em atuação já no caminho para os protestos, é legal o olhar de que onde há uma demanda, o empreendedor, mesmo sem saber que o é, vê uma oportunidade de suprí-la…

G1: COMO VOCÊ ACHA QUE DEVE ACABAR COM A CRISE?

RA – Hoje o Brasil está numa crise econômica, não há como negar. Ela se baseia em uma crise de expectativa – pois não há investimento – que advém de uma crise política. “Crise” em chinês é formada por dois ideogramas, um representando “perigo” e outro “oportunidade”. A solução? Primeiramente acredito que é necessário ver com bons olhos o indivíduo que constrói, gera valor, através de seu trabalho. Esta pergunta é complexa, pois não há receita de bolo. Uma coisa é certa: a “crise” não vem do capitalismo, ela é essencialmente estatal. Na realidade, estudiosos como Rothbard dizem que o vínculo estatal-econômico sempre será uma centelha de “crise”, quando há interferência.

O “crédito”, por exemplo, é uma interferência estatal no mercado… Resumindo, quando há a criação de uma “bolha”, posteriormente o mercado absorve os efeitos maléficos da mesma. Não há produção “orgânica” de lucro, como disseram economistas como Mises e Hayek. Não é só algo como uma “mão invisível” agindo no mercado… É mais orgânico que isto. Os indivíduos agindo livremente na economia. Não há criação de “bolhas” (falsa sensação efêmera de prosperidade).

A crise é corporativista. O fortalecimento do mercado, juntamente com diminuição Estatal, facilitação burocrática, redução de conchaves públicos-privados, incentivo do empreendedorismo e redução de carga tributária podem ser inicialmente uma boa resposta. Culturalmente, privatizar é quase um crime… Mas o que o Estado ainda quer com os Correios, por exemplo? O problema é que o governo brasileiro abraça mais do que pode gerir com qualidade, trabalhando com a manutenção da pobreza para a venda de uma proposta de esperança de quatro em quatro anos. Nunca tivemos tantos ministérios. No fim, quem cria dinheiro é o indivíduo, o Estado apenas se aproveita disto, redirecionando fatores.

Uma proposta muito interessante seria a aplicação do sistema de vouchers, transferência de setores que hoje são tidos como tabu para o livre mercado, que melhoraria substancialmente a qualidade de vida populacional. Isto não é favorável ao político, pois diminui bastante o seu papel. Deve-se transferir mais poder ao indivíduo, precisamos deixar de ser tão paternalistas e esperar que alguém – tão humano quanto nós – nos salve da situação atual. Por sinal, também não temos uma economia como ela deveria ser… O Brasil vive um capitalismo corporativista e quase mercantilista, maquiavélico.

Muitos miram o alvo errado. Capitalismo é muito bom quando bem gerenciado – ou sem nenhum gerenciamento… Pergunte para qualquer intercambista sobre a sua experiência em um país com um bom grau de liberdade econômica. O problema é político e cultural. Basta olharmos a nossa posição no índice de liberdade econômica e ver quais ações podemos ter para chegar no patamar de países como Austrália ou Nova-Zelândia. No Chile cria-se uma empresa pela internet, no Brasil é um árduo processo que leva meses. Quanta liberdade econômica nós temos?

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Contra o poder da corrupção

Vamos parar com a hipocrisia. Já vi muito Libertário se dizendo “pró corrupção”, pois seria “belo e moral”.

A Corrupção então é um mal necessário? Assim como o Estado?

A Corrupção depende de alguns fatores para acontecer. Vemos sempre que surge alguma discussão sobre o assunto que para ocorrer corrupção deve haver 2 partes, o Corrompido e o Corruptor.

Invariavelmente, vemos a Esquerda culpar o Corruptor, muitas vezes o empresário malvado capitalista que denigre a ilibada instituição com seu capital convencendo inocentes a “quebrarem um galho”, ou favorecê-los descaradamente a fim de aumentar seu poder e prejudicar ainda mais o povo. Já a Direita “Clássica” diz que a culpa é principalmente do Corrompido que não tem valores morais suficientes para ter o necessário pudor para com o erário público e que uma administração pública e eficiente sem apadrinhamentos poderia acabar com este fenômeno que em muito prejudica a economia.

Ambos estão corretos em sua avaliação do efeito, de fato há prejuízo não só da economia, assim como monopólios prejudicam as oportunidades que pessoas livres poderiam ter em suas vidas, tanto de escolher qual roupa usar, aonde trabalhar, qual estrada usar, etc.

O que acontece é que a análise de ambos se engana quanto a causa. Esquece-se do fator preponderante para que a corrupção ocorra. O Poder que o Estado detém.

Corrupção, quando colocamos o Estado no meio, vale a pena. Vale a pena destinar 10% do orçamento de uma obra para o pequeno grupo de pessoas que decidirá qual empresa executará uma obra porque este grupo tem o poder de decidir sobre o Capital pertencente a toda Sociedade. Vale a pena porque este grupo tem o poder de aumentar a arrecadação caso não seja possível arcar com os “custos” do projeto. Só vale a pena devido ao poder.

Quando vemos duas empresas tendo uma conduta que possa ser classificada como “corrupta”, será um contrato/acordo aceito por ambas as partes, não há corrupção se há o acordo entre as partes que utilizarão seus próprios recursos. Pode ser uma conduta que não entendamos como ética no nosso padrão moral individual, mas sendo previamente acordado por ambas as partes, proprietárias de fato dos recursos, independente de considerarmos ou não como uma atitude ética, não podemos classificar como corrupção.

A corrupção como conceito, portanto, é inerente ao poder excessivo, característica primordial do Estado. Ser a favor da corrupção é ser a favor de que o Estado se mantenha Forte o suficiente para que a Corrupção exista.

O Ideal de todo movimento Libertário é acabar com estas mazelas da sociedade, corrupção, mortes, tráfico (O qual, por exemplo, só é tráfico e funciona como tal porque o Estado o proíbe/combate, senão seria comércio), etc. de forma tal que as pessoas tenham a liberdade de decidir por si através do Mercado como investir o resultado de seu esforço. Mas não combatendo diretamente como um Estado forte gosta de propagandear e agir, mas sim combatendo a causa, Pois solucionar a causa de um problema é a única real forma de se acabar com este definitivamente.