Capitalismo e meio ambiente: Está na hora de admitir que DEU certo!

>> Já temos a Parte III da série

Olá indivíduos, volto hoje com a segunda parte da minha série de artigos onde pretendo desfazer algumas falácias e críticas infundadas feitas no texto “Hora de aceitar que o capitalismo não deu certo” de Gustavo Tanaka. Então se você ainda não deu uma lida no primeiro artigo, sugiro fortemente que volte duas casas e leia.

>> Clique aqui para ler a Parte I

Antes que eu possa prosseguir com o raciocínio, seria legal fazer um resumo do último capítulo, até como forma de sintetizar melhor toda a ideia central que busco aqui dizer.

No post anterior defini capitalismo como qualquer economia baseada na propriedade privada e nas trocas voluntárias.  Expliquei que para o livre-mercado funcionar ele precisa usufruir de uma ordem estável e harmônica, com participantes agindo debaixo dos mesmos princípios de liberdade e responsabilidade individual. Mostrei que tal garantia de ordem somente pode ser alcançada através de nossas tradições (institucionais ou meramente culturais). Fui além e mostrei que aqueles que ignoram os benefícios concedidos pelas nossas instituições/ferramentas e desprezam os motivos que as levaram a existir, simplesmente descartam a experiência de nossos antepassados e fecham os olhos para o valor inestimável das instituições que sobreviveram ao teste do tempo. Podem parecer ideias opostas, mas sem duvida, uma sociedade que goza de liberdade e zela por um profundo respeito aos seus cidadãos, certamente será ligada às suas tradições.

Se as pessoas não partilhassem, pelo menos em boa parte do tempo, de um sistema comum de ideias e princípios, não existiria qualquer ordenamento social coerente, nem mesmo poderíamos discutir a resolução para questões complexas e de longo-prazo. As pessoas raramente notam que as suas ideias hoje estabelecidas como senso comum já pertenceram apenas a uma minoria de intelectuais como Aristóteles ou Stuart Mill, ou até mesmo Hegel e Marx, cujas influências e convicções se traduziram não apenas em seus escritos, mas também nas instituições modernas que moldam a sociedade atual e consequentemente nossos pensamentos. E quais são as melhores instituições e ferramentas? Aquelas que sobreviveram ao teste do tempo.

A maioria das pessoas que partilham de princípios em comum jamais leram nenhuma obra e tão pouco ouviram falar de qualquer filósofo, mas através da herança cultural (traduzida em hábitos, modos de agir, concepções morais e as instituições) os ideais dos homens de ontem influenciam no pensamento e no comportamento de hoje. É exatamente o que Burke quis dizer quando ele apresentou a sua visão de sociedade como uma parceria entre os vivos, os mortos e os que estão por nascer.

Ela estava errada. Os mortos falam sim!

Um dos primeiros pontos que Tanaka apresenta em seu artigo é a sugestão de que o capitalismo foi o responsável pelo fato de estarmos destruindo a Floresta Amazônica, poluindo nossos rios e detonando nosso solo. Como ele apresenta: “criamos uma sociedade que vive no asfalto, respira fumaça, come alimento com veneno e bebe água suja.”

Em outro artigo que já desenvolvi sobre este mesmo tema, eu apresento soluções de mercado para salvar o mundo da catástrofe global. Além disso, mostro nesse mesmo texto porque a falta de capitalismo (e não a existência dele) é que realmente causa os maiores desastres ambientais. Se você quiser lê-lo, basta clicar aqui.

Eu recomendo fortemente que você o leia, porque no artigo de hoje pretendo apenas reforçar os argumentos que apresentei no artigo indicado. Talvez o leitor fique até insatisfeito com minha “resposta” se apenas ler o artigo de hoje. Por isso, não deixe de ler “Como privatizar o mar, o ar, as florestas e todos os recursos naturais irá salvar o mundo do cataclisma global”.

É comum que ativistas verdes e políticos oportunistas concebam a questão ambiental como sendo um confronto entre os Siths, representados pelo grande capital, o mercado e a “ganância do homem” contra os pobres Jedis, representados pelas pessoas indefesas e motivadas por preocupações altruístas e com o bem estar coletivo. Esta é a visão geralmente adotada e propagada pela esquerda clássica ao usurpar para si o movimento ambiental.

Mas de verdade… Compreendo esse raciocínio…

Eu mesmo já acreditei nele em outras épocas…

É muito fácil acusar o capitalismo como o responsável pela degradação ambiental no mundo moderno.

Afinal, não foi a lógica capitalista e suas grandes corporações que buscam o lucro que deram origem a sociedade de consumo?

O meio ambiente, de fato, só é degradado porque procuramos carros, comida barata, roupas para ostentar, luxos para desfrutar e então transferimos os custos desse estilo de vida para as gerações futuras, sem qualquer compromisso com o mundo. Na maioria das vezes os problemas ambientais surgiram do nosso hábito de desfrutar os benefícios e de externalizar os custos para a geração futura.

O responsável por tudo isso?

Na cabeça dos intelectuais modernos é o modelo de produção capitalista é claro!

Afinal, foi este modelo que criou a sociedade de consumo ou não?

É ele que incentiva as pessoas para que cada vez mais usem e abusem dos recursos naturais ou não?

É ele que faz com que as grandes corporações do mercado cada vez mais explorem o meio ambiente para atender as demandas eternamente crescentes ou não?

Tais indagações mostram uma clara confusão entre o resultado de algo ou a sua causa primária.

A verdade, meu amigo, é que nenhum liberal é ingênuo. Mais do que ninguém compreendemos o espírito humano e sabemos que é natural indivíduos e empresas empenharem-se ao máximo para exportar os custos daquilo que fazem a fim de não serem responsáveis pelas consequências de seus atos. Existe toda uma literatura econômica que busca estudar esse comportamento como os problemas do carona, o dilema do prisioneiro e a tragédia dos comuns.

Liberais pregam a existência de uma economia livre, orientada pela demanda individual, com respeito à propriedade privada e que através disso se possa gerar nos indivíduos detentores de direitos um senso de responsabilidade com relação aos custos, evitando que eles sejam externalizados.

A solução ideal passa na difícil tarefa de ajustar nossas demandas, assim como encontrar uma maneira de pressionar tanto indivíduos quanto empresas a assumirem os seus custos. Ou como questionei no final do último artigo: “como podemos trabalhar nossas estruturas institucionais para levar o ser humano a utilizar da melhor forma a sua inteligência (ou seja, mantendo suas liberdades individuais) e como estruturá-las de maneira a minimizar o mal praticado pelos indivíduos (ou seja, criando os incentivos adequados)?”

Ao contrário de nossos amigos pós-modernos que ignoram a razão, rejeitam princípios de objetividade nas ciências e nutrem um profundo desdém pela tradição ocidental, nós – liberais e conservadores – temos por trás de nossos argumentos e propostas um legado filosófico que possui respaldo crítico na realidade e prega o respeito: a racionalidade, que possibilita uma compreensão científica do mundo que nos cerca, bem como torna possível a identificação das instituições e crenças irracionais e abusivas; ao humanismo, que considera os indivíduos como pessoas ativas e racionais, capazes de alcançarem o máximo de suas potencialidades; e a liberdade individual que permite que cada um de nós possa alcançar autonomia ética;

Num momento em que os recursos naturais do planeta, já se encontram exauridos por conta da explosão populacional do século passado, e tornam-se cada vez mais escassos a medida que a população mundial aumenta, a resposta liberal não pode ser simplesmente: “nada de mudanças, o mundo está ficando melhor, não estão vendo?”.

O mundo hoje é um lugar melhor. Obrigado, capitalistas!

Pelo contrário, se graças ao capitalismo e aos modelos de produção que surgiram após a Revolução Industrial estamos experimentando um sucesso sem precedentes de prosperidade, longevidade e reprodução, devemos compreender que os desafios apresentados pelas mudanças climáticas são um convite para que possamos adaptar e aplicar os princípios liberais ao mundo moderno, sem, contudo passar pelo processo de destruição e recriação da roda como propõem nossos colegas mais extremados.

Devemos mostrar as pessoas, através da razão, que a resposta aos novos problemas do mundo não passa pela criação de um “novo sistema” e nem de ataques ao mercado, mas sim à utilização do mesmo para restaurar o equilíbrio. Na verdade, a solução para qualquer coisa não deve ser imposta de cima por aqueles que se vêem como moralmente superiores aos seus pares humanos, mas sim através da associação civil e cooperação com o próximo em grupos voluntários.

A sociedade de consumo de fato é uma invenção capitalista. Também é uma invenção recente como o historiador Niall Ferguson mostra em Civilização: Oriente x Ocidente: “Hoje, a sociedade de consumo é tão onipresente que é fácil presumir que sempre existiu. Mas na realidade, é uma das inovações mais recentes que fez que o Ocidente saísse à frente do resto do mundo. […] a sociedade de consumo é um incrível aplicativo que o restante do mundo geralmente ansiou por instalar”.

Quando os críticos normalmente levantam vozes contra a sociedade de consumo geralmente é para explicitar uma indignação de cunho moral contra os “luxos supérfluos, abusos e gastos desnecessários dos indivíduos”. Mas a verdade que tais críticos não compreendem é que o luxo de hoje é a necessidade de amanhã. Basta lembrar que usar garfo e faca para comer era considerado um luxo para poucos na idade média. Como Hayek afirma: “Aquilo que hoje pode parecer mera extravagância, ou até desperdício, […], é o preço da experimentação com um estilo de vida que, eventualmente, também se tornará acessível à maioria [no futuro]”. Olhando para a realidade, podemos pensar nos nossos celulares que há pouco tempo atrás eram apenas um luxo para poucos, ou os famosos 1% da população mundial, mas que hoje boa parte dos 99% possui um celular.

A grande pergunta que fica é… Qual o problema com a desigualdade e com o “luxo burguês” se no longo prazo todos acabam melhorando suas condições de vida?

Como mostrei em meu artigo “Por um Capitalismo Para os Pobres” foi graças aos industriais pioneiros na Inglaterra que pela primeira vez na história humana as pessoas comuns tinham a possibilidade de adquirir riquezas e itens de consumo com mais facilidade do que seus antepassados. Graças a Revolução Industrial a sociedade de consumo surgiu e se desenvolveu e isso foi muito bom para a humanidade. Com isso a exigência por produtos melhores, mais baratos, eficientes e que atendessem todos os nossos gostos – sejam eles extravagantes ou não – possibilitou um aumento na qualidade de vida e na felicidade da população como um todo.

O mundo, ao contrário do que dizem, hoje é um lugar melhor para se viver. O volume dos negócios mundiais cresceu enormemente, oferecendo uma nova segurança material para a vida humana. Pessoas que antes estariam isoladas e carentes da oportunidade de se integrarem com a comunidade, desfrutam dos avanços tecnológicos na comunicação e no transporte para desenvolverem suas potencialidades em contato com o mundo inteiro. Se, hoje em dia as pessoas relativamente pobres podem dispor de uma televisão ou um fogão, ou até mesmo viajar de avião, isso só se tornou possível porque no passado existiram outros, cujas rendas eram mais elevadas, e gastavam seu dinheiro no que até então era considerado um luxo extravagante e um desperdício de recursos materiais importantes. Em resumo, para a maioria dos cidadãos do mundo, a vida está ficando cada vez melhor.

E a fonte disso tudo?

O capitalismo, a revolução industrial e a sociedade de consumo com suas demandas elásticas.

A menos que você queira parar todo esse progresso e voltar a uma época onde cada um era responsável por produzir sua própria comida em comunidades ecologicamente corretas e autossuficientes, e limpavam suas respectivas bundas com folha de bananeira a melhor solução não é crucificar o mercado e nem as grandes corporações como os grandes vilões inimigos do planeta.

Você quer voltar ao feudalismo? Porque é assim que você consegue o feudalismo!

De fato, os ambientalistas e os liberais têm um ponto de convergência onde eles podem se comunicar e (juntos) proporem respostas adequadas aos desafios do século XXI. A verdade é que podemos notar nos ativistas verdes uma grande preocupação com a comunidade, o lar e um profundo desejo em deixar um bom lugar de se viver como um legado para os seus filhos e netos.

Quando os liberais, em seu entendimento, compreendem que as boas coisas que desfrutamos como a liberdade, a paz, a ordem e a segurança de nossas propriedades advêm de nossas tradições culturais e laços comunitários/voluntários, deve haver também a compreensão de que a boa administração de recursos escassos e a constante luta para que indivíduos (e empresas) se tornem responsáveis pelos seus custos, faz-se necessária para garantirmos a mesma ordem estável e de segurança que nos trouxe até aqui.

Como eu demonstro em meu artigo sobre como o livre-mercado pode salvar o mundo de uma catástrofe global, os ambientalistas mais do que ninguém devem entender que proteger o meio ambiente será uma tarefa impossível se não utilizarmos os incentivos que levam as pessoas, em geral, a agirem com responsabilidade.

Ao contrário do que pregam os críticos ao capitalismo, não precisamos trabalhar um “novo sistema”. Não precisamos pedir a extinção dos homens e nem considerá-los uma praga ao planeta. Só precisamos aprender a trabalhar com sua natureza imperfeita. O capitalismo é baseado num modelo que não pretende construir um homem moralmente superior e nem depende de sua ética para funcionar, mas sim, busca criar incentivos para que ele possa agir da maneira correta.

Devolver as comunidades (e aos indivíduos) a soberania local nos ambientes conhecidos e administrados é muito mais eficiente do que tentar mantê-las como “patrimônio da humanidade” ou “propriedade coletiva” que não passam de termos rebuscados para “terra de ninguém”. Em outras palavras privatizar áreas ambientais, seja concedendo-as a grupos indígenas para que lucrem e explorem essa área conforme desejam, ou até mesmo partilhando grandes reservas florestais com laboratórios farmacêuticos ou empresas que explorem o ecoturismo.

Basta observar o sucesso de políticas como as leis de planejamento da Suíça que permitiram às comunidades locais manterem o controle sobre seu meio ambiente e administrá-lo em regime de posse compartilhada; ou a legalização da caça no Zimbábue; ou as iniciativas dos pescadores de lagosta no Maine e de bacalhau na Noruega para estabelecerem uma autorregulação na indústria da pesca comandada por gente local[1].

Por que essas medidas funcionam?

Porque elas são baseadas no princípio que os pensadores liberais compreenderam tão bem: a busca pelo auto-interesse individual. Elas são bem-sucedidas porque apelam a um vínculo compartilhado por um lugar comum e oferecem aos homens oportunidades para explorarem e administrarem os recursos locais atendendo aos seus interesses e necessidades.

Basta observar que os países que estão no topo do Índice de Desempenho Ambiental e aqueles que detêm os índices de menor poluição do ar são também os países que estão entre os mais capitalistas do mundo, com maior respeito a propriedade privada e a livre iniciativa. Enquanto isso, na China moderna, a destruição constante do meio ambiente, prossegue em um ritmo assustador e cada vez mais acelerado. Portanto, a noção de que o livre-mercado é diretamente associado à degradação ambiental é falsa.

Devemos entender que não adianta fazer Tratados Internacionais em prol do meio ambiente se a única energia disponível é aquela baseada em carbono. Estadistas precisam de energia para aplicarem suas políticas, e como são motivados apenas pelos seus interesse, como qualquer ser humano, não será o bem-coletivo que os farão alterarem suas políticas em prol de um ambiente melhor. Não será uma canetada e o poder da lei que fará o ser humano agir de forma responsável, mas os incentivos institucionais adequados.

A solução para esse problema só encontrada através da cooperação internacional – mas entre indivíduos e associações voluntárias, não entre Estados. Passa pela compreensão de que o mercado não é um inimigo, mas um importante aliado para restabelecer o equilíbrio.  Passa pela noção de que o problema ambiental também é um problema científico, e só pode ser resolvido com o progresso tecnológico e as contínuas inovações em ciência. Passa pelo mesmo entendimento de Tocqueville quando ele afirmou que é “só com a ação recíproca entre os homens que os sentimentos e as ideias se renovam, o coração se engrandece e a mente humana se desenvolve”.

Em resumo, a sociedade moderna irá se adaptar aos novos tempos da mesma forma que os países livres se adaptaram aos efeitos pós-revolução Industrial: através da força da iniciativa privada e da associação civil.

Quando sentir dúvidas se o capitalismo pode ou não salvar o meio ambiente, lembre-se que bastou a invenção de um Pen Drive para salvar milhares de árvores de serem desmatadas. Um homem mais interessado em lucrar conseguiu fazer mais pelo planeta do que todo o Greenpeace junto!

No próximo artigo, que só será publicado na segunda-feira, pretendo mostrar como os pontos dois, quatro e cinco do texto do Tanaka não se sustentam como críticas justas ao capitalismo.

Abraços, não esqueçam de deixar seus comentários.

Obs.: Se você sentiu falta de soluções práticas para os problemas ambientais apontados por Tanaka e gostaria de ter uma melhor explicação sobre a influência do mercado no meio ambiente, talvez você gostará de ler esse outro artigo de minha autoria aqui. Abraços.

>> Clique aqui para ler a Parte III da série

[1]  Como Ser um Conservador, pg. 154

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9 comentários em “Capitalismo e meio ambiente: Está na hora de admitir que DEU certo!”

  1. Vinicius, você é foda, essa série de artigos TEM que virar uma espécie de documentário., já que a maioria dos internautas tem preguiça de LER conteudos longos. O conteudo e a clareza do seu texto merecem se alastrar o máximo possível para o bem da sociedade.
    Obs: Eu imaginei o canal do otário contando esta narrativa animada em vários teasers de poucos minutos, ficaria TOP! Sou Rennan Lucas, de Campina Grande, PB! Um foco de resistência ao petismo no Nordeste! Descobri seu blog hoje e já zerei ele.

    Abraço e continue prestando seus nobres esclarecimentos, propagarei seu nome a partir de agora!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Fico muito feliz com seu comentário, Rennan. Esses feedbacks fazem uma diferença enorme para mim! Curti DEMAIS sua ideia a respeito de fazer animações pro Youtube até pra atingir um outro público. Vamos avaliar essa possibilidade por aqui, mas enquanto não trabalhamos nisso, temos o nosso Podcast Café Libertino. Por que não dá uma olhada?

      Embora eu não participe ativamente dele, o Pedro Moutinho e o Renato Arléo fazem um trabalho SENSACIONAL nesse tipo de mídia. Por que não ouve e nos diz o que achou?

      http://engenheiroslibertarios.com/2016/01/20/08-a-essencial-liberdade/

      Força aí no Nordeste, amigo! Acredito que nossa luta é melhor sintetizada por uma frase de Marcel Van Hattem: “Não quero viver em um outro país, quero viver em um outro Brasil”. Estamos juntos nisso!

      Abraços!

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  2. “Bastou a invenção de um Pen Drive para salvar milhares de árvores de serem desmatadas. Um homem mais interessado em lucrar conseguiu fazer mais pelo planeta do que todo o Greenpeace junto!” Poderíamos ficar sem essa pérola, meu caro Vinícius.
    Sua argumentação tem pontos interessantes. Mas, sugiro que evite voos tão altos. Se não houvesse “consciência” ambientalista (e para essa construção, instituições como o Greenpeace são fundamentais), de nada adiantariam os seus pendrives mágicos.

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    1. Olá, Aluísio.

      Inicialmente, quero agradecer o seu comentário.

      Realmente, entendo que minha frase a respeito dos Pen Drives tenha soado um pouco grosseira, principalmente pela ausência de maiores explicações da minha parte sobre a referência que eu fiz neste ponto. Meses antes de eu publicar este artigo, circulava pela internet uma meme onde exibia-se um Pen Drive com as palavras: “Esta tecnologia salvou mais árvores do que todo o Greenpeace junto!”. Este meme surgiu em resposta a alguns militantes ambientalistas que sugeriram ser o capitalismo a principal causa pela degradação ecológica no planeta. Infelizmente, a busca por uma forma de economia mais verde acabou sendo um discurso dominado pela ala da esquerda, e com isso grupos e ONGs dedicados a tal objetivo foram tomados por pensadores marxistas e progressistas. Isso acabou afastando libertários e liberais deste meio e diminuindo amplamente a nossa participação nas discussões a respeito de uma economia mais sustentável. Neste sentido, a alfinetada que eu dei foi apenas para mostrar que o capitalismo e a livre-iniciativa são molas propulsoras para a inovação e o desenvolvimento de uma economia sustentável, ao contrário do que pregam os militantes ambientalistas de esquerda. De maneira nenhuma quis fazer um discurso “anti-ambientalismo” ou deslegitimar a atuação de ONGs e grupos voluntários frente as demandas ambientais do mundo atual. Até mesmo porque acredito muito mais na atuação eficaz de sociedades voluntárias do que da atuação do Estado no que tange a este assunto.

      Abraços.

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